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A interoperabilidade dos dados de contagem inteligente com recurso a normas é a nova regra na União Europeia

Um contador de energia elétrica com uma leitura no visor, tendo como fundo a bandeira da União Europeia.

Normas de interoperabilidade da contagem inteligente e LoRaWAN® na UE: o que é preciso compreender.

O LoRaWAN® com suporte para as principais normas de contagem, DLMS e M-Bus, está a tornar-se um elemento essencial da conformidade e da interoperabilidade entre fornecedores de contagem inteligente para os prestadores europeus de serviços públicos essenciais.

Com o novo regulamento adotado pela Comissão Europeia em 6 de junho de 2023 sobre «requisitos de interoperabilidade e procedimentos não discriminatórios e transparentes» de acesso aos dados de contagem e de consumo, a União Europeia deu um passo significativo rumo a uma maior eficiência energética e transparência no setor da eletricidade. As regras destinam-se a capacitar os consumidores e a aproximar um futuro energético mais verde e sustentável, reconhecendo ao mesmo tempo as dificuldades da interoperabilidade e sublinhando os muitos benefícios do acesso dos consumidores a uma informação tão valiosa.

Fonte: energy.ec.europa.eu

Uma das principais dificuldades na aplicação das regras é tornar compatíveis os diferentes sistemas de dados energéticos. Na UE operam muitos fornecedores de energia e muitas tecnologias, pelo que harmonizar a recolha e a disponibilização de dados é uma tarefa complexa. Reconhecendo-o, a União Europeia sublinha a importância de normas e protocolos comuns que permitam a livre troca de dados de contagem e de consumo entre sistemas. De facto, a maioria das implementações de contagem inteligente existentes na Europa assenta em duas normas fundamentais: DLMS e M-Bus.

Superar as dificuldades de interoperabilidade na contagem inteligente.

As regras resultam de um longo trabalho de elaboração e de consulta das partes interessadas: as novas disposições têm de abranger todas as questões necessárias e ser aplicáveis na prática. Segundo elas, os consumidores devem ter acesso simples aos seus dados de contagem e poder autorizar terceiros a utilizar, em seu benefício, os dados sobre o seu consumo ou produção. O objetivo é proteger os consumidores e, ao mesmo tempo, torná-los participantes ativos na transição energética.

O que as novas regras mudam para os consumidores e para o mercado da energia.

Os consumidores obtêm várias vantagens: podem comparar o seu consumo com o dos vizinhos e avaliar os preços de diferentes fornecedores, o que reforça a concorrência no mercado retalhista da energia. Isto incentiva soluções inovadoras e eficientes, como a resposta à procura e a integração das energias renováveis, o que, em última análise, reduz os custos e melhora a qualidade do serviço. Para além dos benefícios para cada consumidor, as regras têm amplas consequências para todo o setor energético e constituem um marco importante no esforço da UE para construir um mercado mais transparente, eficiente e centrado no consumidor.

A Comissão Europeia apresenta estas regras como as primeiras de uma série de regulamentos a adotar nos próximos dois anos para a interoperabilidade dos dados dos consumidores de energia. Os seguintes abrangerão os dados sobre a mudança de fornecedor, a resposta à procura e outros serviços.

Ao tratar da interoperabilidade, a UE pretende garantir uma concorrência leal e a integração do mercado da energia, bem como dar aos consumidores informação completa para tomarem decisões informadas.

O futuro da interoperabilidade dos dados dos consumidores de energia.

Ao adotar estas regras, a UE procura resolver os problemas de compatibilidade da contagem inteligente em todos os Estados-Membros. A interoperabilidade é uma tarefa multidimensional e cada vez mais intersetorial. A eletricidade não é o único setor que a enfrenta: a mesma necessidade existe na saúde e na administração pública. Outros ecossistemas, como a mobilidade elétrica e a gestão de edifícios, esperam ter acesso aos dados de contagem e de consumo para facilitar a integração e a gestão de postos de carregamento e de microrredes com painéis solares e armazenamento de energia.

A privacidade e a segurança dos dados continuam também a ser temas-chave: são o que mais frequentemente limita a adoção de qualquer solução interoperável. A compatibilidade da contagem inteligente é também afetada pela falta de mecanismos de consentimento, pela granularidade dos dados recolhidos e pela distribuição de funções e responsabilidades entre as organizações que gerem e tratam os dados. É por isso que as novas regras se centram na definição de um modelo de referência comum com as funções e responsabilidades das partes.

Um modelo de cinco camadas como resposta à interoperabilidade.

O princípio adotado é um modelo de cinco camadas que separa um modelo de referência comum, que assegura a interoperabilidade a nível europeu, de um modelo nacional assente numa lista de normas.

Esquema do modelo de cinco camadas: as camadas de negócio, de função e de informação formam o modelo de referência; as de comunicação e de componente formam o modelo nacional.

O modelo de referência comum é um conjunto de procedimentos de referência para o acesso aos dados e para a necessária troca de informação entre as funções dos participantes no mercado. Abrange as camadas de negócio, de função e de informação, enquanto as duas camadas restantes, de comunicação e de componente, são definidas a nível nacional para refletir as especificidades e as práticas locais.

O modelo de referência descreve fluxos de trabalho para serviços e procedimentos específicos com base num conjunto mínimo de requisitos que garante a execução correta de um procedimento e permite a adaptação nacional.

É composto por um «modelo de funções», com um conjunto de funções, responsabilidades e respetivas interações; um «modelo de informação», com objetos de informação, os seus atributos e relações; e um «modelo de processos», que descreve as etapas dos procedimentos. O modelo é tecnologicamente neutro e não está ligado a pormenores de implementação concretos.

No prazo de 24–36 meses (no caso dos Estados-Membros que ainda estão a passar para a contagem inteligente), cada país tem de apresentar o seu modelo de referência nacional e as suas práticas, com procedimentos de acesso aos dados e de troca de dados entre os participantes no mercado. Conforme indicado no anexo do ato de execução, um modelo nacional pode utilizar uma das normas aprovadas para a troca de dados de contagem:

As duas primeiras normas são as principais referências para a contagem inteligente; as outras duas são normas para sistemas eletrónicos de habitações e edifícios. A EN 50491-11 é utilizada para apresentar dados de contagem num visor externo do consumidor, e a EN 16836 para redes sem fios em malha destinadas à troca de dados de contadores (o Zigbee é utilizado apenas em curtas distâncias e nunca em redes de área alargada).

A boa notícia é que o LoRaWAN, enquanto tecnologia LPWAN líder, está totalmente preparado para suportar as normas DLMS e M-Bus previstas pelas novas regras europeias. E o efeito não se limita à contagem de eletricidade na Europa: estas normas fundamentais difundiram-se por todo o mundo e abrangem a contagem inteligente de todos os tipos, incluindo eletricidade, água, gás e calor.

O papel do LoRaWAN e das principais normas na contagem inteligente

M-Bus e DLMS são normas fundamentais que a plataforma de software LoRa Basics Modem da Semtech suporta em muitas plataformas de hardware LoRa. Os fabricantes de contadores podem utilizar a plataforma de software e hardware LoRa da Semtech para implementar as camadas de adaptação oficiais exigidas pelas aplicações M-Bus e DLMS.

Dois esquemas de pilha: DLMS/COSEM (EN 62056) e M-Bus (EN 13757) sobre LoRaWAN® através de uma camada de adaptação, LoRa Basics Modem e chips SX126x ou LR11xx.

As implementações e demonstrações existentes foram verificadas com parceiros e são apresentadas no webinar da Semtech «Smart Metering with LoRa Basics Modem».

Semtech e LoRa Alliance: pioneiras dos serviços públicos inteligentes.

A LoRa Alliance definiu a camada de adaptação IPv6 necessária para suportar o perfil DLMS no LoRaWAN. A associação DLMS entregou depois o novo perfil aos organismos de normalização. Após análise e votação, os organismos europeus de normalização e a Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) normalizaram o perfil DLMS para LoRaWAN como EN 62056-8-12, na norma europeia, e IEC 62056-8-12, na norma internacional IEC.

O futuro da contagem inteligente com o LoRaWAN e as novas regras da UE.

Além disso, a LoRa Alliance e a OMS definiram conjuntamente a camada de adaptação M-Bus (MBAL) para LoRaWAN. A cooperação, iniciada em 2019, terminou com a aprovação pela OMS do relatório técnico TR06. Após uma análise exaustiva e votação em 2023, o Comité Europeu de Normalização (CEN) normalizou oficialmente e alargou a camada de adaptação M-Bus (MBAL) para redes de terceiros como EN 13757-8:2023. Entre as tecnologias LPWAN, o LoRaWAN foi o primeiro a atingir este marco, como confirmou a OMS e como a LoRa Alliance demonstrou no evento público ENLIT em 2021.

Os prestadores de serviços públicos essenciais podem agora exigir a utilização destas normas de referência em conjunto com o LoRaWAN nos concursos de contagem inteligente, seguindo a direção definida pela nova regra. Ao implementar o LoRaWAN com suporte para as novas normas, garante a conformidade regulamentar e obtém interoperabilidade, integração sem descontinuidades e soluções preparadas para o futuro.

Semtech, o logótipo Semtech e LoRa® são marcas registadas ou marcas de serviço da Semtech Corporation ou das suas subsidiárias.

Fonte: blog.semtech.com

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